A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados - Lei nº 13.709/2018) é a legislação brasileira que regula o tratamento de dados pessoais, estabelecendo diretrizes para empresas e organizações sobre coleta, armazenamento, uso e compartilhamento dessas informações.

sexta-feira, 28 de março de 2025

CHF: Centro Histórico da Família

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A Igreja estabeleceu muitos centros dedicados à pesquisa genealógica globalmente. 

Os líderes aproveitam esses espaços como ferramentas para beneficiar os membros e oferecer um serviço significativo à sociedade. 

Os centros de genealogia operam sob a orientação do sacerdócio. O conselheiro principal, que é responsável pelas atividades do templo e pela pesquisa genealógica, supervisiona todos os centros dentro da estaca sob a direção da presidência da estaca. 

Esses centros disponibilizam para os membros e também para visitantes não pertencentes à igreja uma variedade de recursos para a pesquisa familiar, que incluem: 

• Ferramentas de genealogia 

• Aulas e workshops 

• Atendimento personalizado 

Quando os líderes da estaca trabalham para atingir objetivos relacionados a questões públicas, eles enxergam os centros de genealogia como um recurso único e eficaz para aprimorar a percepção da igreja na comunidade. 

A maioria dos frequentadores nos centros de genealogia não são membros da igreja. 

Um morador da cidade Fortaleza compartilhou sua experiência durante a visita no CHF em Fortaleza/CE, que fica localizado na Avenida Santos Dumont:

“Eu achei o centro fantástico e apreciei poder acessar os registros de meus antepassados. Quando descubro algo, gostaria de dizer que ‘eu encontrei’, mas sinto que Deus colocou essas informações lá. Não sou mórmon, mas sinto em meu coração que Deus deseja que este trabalho aconteça”.

O FamilySearch possui 4.600 locais em 126 países onde qualquer pessoa pode acessar registros genealógicos e receber ajuda pessoal com sua história familiar. Esses centros incluem a famosa Biblioteca de História da Família em Salt Lake City, grandes instalações regionais em locais como Mesa, Arizona, e Los Angeles, Califórnia, além de centros menores frequentemente situados nas capelas dos santos dos últimos dias. 

Os centros de genealogia estão abertos ao público gratuitamente e contam com uma equipe de voluntários treinados. Cada local oferece as ferramentas e recursos necessários tanto para iniciantes quanto para aqueles com mais experiência em pesquisa de história familiar, permitindo que explorem mais sobre seus antepassados. 

Os centros dão acesso livre a registros em sites de genealogia. Por uma taxa simbólica, os visitantes também têm a oportunidade de usar a ampla coleção emprestada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que possui 2,5 milhões de microfilmes obtidos de mais de 100 países. 

Várias bibliotecas públicas e sociedades históricas nos Estados Unidos foram reconhecidas como Afiliadas do FamilySearch, possibilitando que as pessoas tenham acesso aos mesmos recursos.

O portal FamilySearch.org funciona como a ferramenta primária da Igreja para localizar e reunir nomes para os serviços no templo, além de guardar as memórias da família. Ele funcionará como um auxílio constante enquanto você descobre como ajudar a pesquisar e conectar a família de outras pessoas. Para acessar o FamilySearch, digite seu nome de usuário e a senha da conta da Igreja.



 Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

CHF. Disponível em >(https://ferreiramonicadasilv.wixsite.com/chfestacanovaiguacu/chf)<. Acesso em 05 de janeiro de 2024.

Como acessar arquivos restritos no site do FamilySearch? Disponível em >(https://www.origines.com.br/blog/acessar-arquivos-restritos-familysearch/)<. Acesso em 05 de janeiro de 2024.

História da família - CHF/SUD. Disponível em >(https://historia-da-familia-chf-sud.webnode.page/sobre-nos/)<. Acesso em 05 de janeiro de 2024.

CHF da Igreja Mormon. Disponível em >(https://www.geocities.ws/bravagentebrasileira/pesquisarnochf.html)<. Acesso em 01 de fevereiro de 2024.

Chamados de Templo da História. Disponível em >(https://www.churchofjesuschrist.org/family-history/temple-family-history-consultant?lang=por)<. Acesso em 01 de fevereiro de 2024.

TV educativa de Jundiaí faz reportagem sobre CHF. Disponível em >(https://noticias-br.aigrejadejesuscristo.org/artigo/tv-educativa-de-jundiai-faz-reportagem-sobre-chf)<. Acesso em 01 de fevereiro de 2024.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Empresa de testes genéticos 23andMe decreta falência nos EUA

 


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A empresa americana 23andMe, que foi pioneira na oferta de testes genéticos, entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos e está buscando um comprador, após sofrer um ataque cibernético há dois anos que comprometeu os dados de milhões de usuários.

Na noite de domingo, a 23andMe divulgou que deu início a um processo de reestruturação financeira voluntária em um tribunal no Missouri, como relatado em um comunicado oficial.

Com isso, a companhia recomendou que seus clientes solicitem a exclusão das suas informações devido a preocupações relacionadas à privacidade.

Famosa por oferecer um kit de coleta de saliva que é enviado pelo correio para ajudar a descobrir a ancestralidade ou traços genéticos associados à saúde, a empresa ganhou extremo reconhecimento.

Em uma apresentação para os órgãos reguladores, a 23andMe também revelou que aceitou pagar mais de 200 milhões de reais para resolver litígios associados ao vazamento de dados ocorrido em 2023.

O ataque que aconteceu em 2023 afetou 6,9 milhões de contas, sendo que 5,5 milhões apresentaram informações sobre correspondências genéticas.

Você pode obter seus dados brutos de DNA do seu fornecedor (Ancestry, FamilyTreeDNA, 23andMe). Em seguida, importe o arquivo de dados brutos de DNA para o MyHeritage.

 

O que é um ataque cibernético?

Um ataque cibernético é uma ação realizada por criminosos virtuais que usam um ou mais computadores para atingir um ou mais dispositivos ou redes. Esse tipo de operação pode danificar sistemas de forma intencional, roubar dados ou transformar um computador invadido em plataforma para outros ataques. Os hackers empregam várias táticas para executar um ataque, incluindo malware, phishing, ransomware e ataques de negação de serviço, entre outras abordagens.

 

Como é o funcionamento do teste de DNA para genealogia?

Testes de DNA para genealogia visam identificar a origem e a linhagem de uma pessoa, com base na sua composição genética. Normalmente, esse exame costuma utilizar marcadores genéticos específicos para analisar segmentos do DNA que apresentam variações associadas às diferentes etnias e grupos populacionais.

Assim, é viável encontrar parentes que compartilham trechos de DNA herdados de um ancestral comum, dos mais próximos até os mais distantes, além de identificar as raízes étnicas e geográficas sobre os antepassados diretos, o que pode ser vantajoso para aqueles que tenham curiosidade em descobrir porcentuais de povos ibéricos, judeus, entre outros, por exemplo.

O teste genético é bastante acessível e os mais populares são do Myheritage, Genera, Ancestry e 23andMe. Em cada teste mencionado anteriormente, é utilizado um cotonete para coletar a saliva da parte interna da bochecha, sendo um cotonete para cada parte interna da bochecha.

Após a coleta, o DNA é isolado das células para posterior sequenciamento e análise. Após isso, os polimorfismos presentes no DNA da pessoa são estudados e comparados com polimorfismos armazenados em bancos de dados que representam várias populações ao redor do planeta.

Cada laboratório utiliza várias tecnologias para examinar as modificações genéticas em setores específicos que podem ser investigadas por sequenciamento ou genotipagem. O sequenciamento revela a ordem precisa das bases do DNA, enquanto a genotipagem reconhece as variações específicas em cada posição.

 

Como posso obter meu arquivo com os dados genéticos do MyHeritage? 

Para conseguir o arquivo de dados genéticos do seu teste no MyHeritage, siga estas etapas: 

1. Na aba de DNA e clique em 'Gerenciar kits de DNA'

2. No lado direito do kit MyHeritage, clique nos três pontos e escolha 'Baixar'

3. Aparecerá uma janela com detalhes sobre o download. Clique em 'Continuar'

4. Vai abrir uma nova tela, você precisará aceitar os Termos de Serviço e a Política de Privacidade do MyHeritage, então clique em 'Continuar'.

5. Um e-mail com orientações será enviado para o seu e-mail cadastrado. 

6. Verifique esse e-mail na sua caixa de entrada e clique no link para download. 

Importante: o link é válido apenas por 24 horas. Se não utilizar o link dentro desse período, será necessário reiniciar o procedimento desde o passo 1.

7. Após clicar no link, você será redirecionado para o site do MyHeritage e então insira sua senha e pressione o botão 'baixar'.

8. O arquivo será salvo no seu computador. 

Os arquivos de dados genéticos podem ser baixados somente em um computador ou dispositivo Android.



Texto de Eugênio Pacelly Alves




Referências bibliográficas:

Empresa de testes genéticos 23andMe declara falência nos EUADisponível em: >(Empresa de testes genéticos 23andMe declara falência nos EUA)<. Acesso em 25 de março de 2025.

Dados genéticos de 15 milhões de clientes podem ir a leilão após crise da empresa 23andMe. Disponível em: >(https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/03/25/dados-geneticos-de-15-milhoes-de-clientes-podem-ir-a-leilao-apos-crise-da-empresa-23andme.ghtml)<. Acesso em 25 de março de 2025.

23andMe: Empresa de dna que teve dados vazados pede falência. Disponível em: >(https://tecnoblog.net/noticias/23andme-empresa-de-dna-que-teve-dados-vazados-pede-falencia/)<. Acesso em 25 de março de 2025.

Falência da 23andMe acende alerta sobre dados genéticos. Disponível em: >(https://www.uol.com.br/tilt/colunas/carlos-affonso-de-souza/2025/03/25/falencia-da-23andme-acende-alerta-sobre-dados-geneticos.htm)<. Acesso em 25 de março de 2025.

O que é ciberataque? Disponível em: >(https://www.checkpoint.com/pt/cyber-hub/cyber-security/what-is-cyber-attack/)<. Acesso em 25 de março de 2025.

Como funciona o teste de dna de ancestralidade? Disponível em: >(https://www.remessaonline.com.br/blog/como-funciona-o-teste-de-dna-de-ancestralidade/)<. Acesso em 25 de março de 2025.

Como eu posso baixar os meus arquivos brutos de dna? Disponível em: >(Como eu posso baixar os meus arquivos brutos de dna (Myheritage))<. Acesso em 25 de março de 2025.

23andMe. Disponível em: >(23andMe)<. Acesso em 25 de março de 2025.

DNA - Upload de dados brutos genéticos (Myheritage)Disponível em: >(DNA - Upload de dados brutos genéticos (Myheritage))<. Acesso em 25 de março de 2025.

terça-feira, 25 de março de 2025

Família Marinho Falcão: de Portugal para o Nordeste do Brasil

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Até o presente momento do estudo da genealogia da família Marinho Falcão, uma das raízes destacadas no FamilySearch vem do matrimônio entre Vasco Marinho Falcão e Catarina Ribeiro de Macedo, ela sendo filha de Gaspar Ribeiro Macedo e Isabel da Rocha. Desse matrimônio tiveram 05 filhos. São eles:

1 - Jerônimo Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1553 em Viana do Castelo, Portugal e se casou com Maria Soares, ela sendo filha de Fernão Soares de Moscoso e Mécia de Lira Sottomayor. Desse matrimônio tiveram 08 filhos.

2 - Ambrósio Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1562 e se casou com Mariana de Barros, ela sendo filha de Bento de Barros e Joana de Morais Salgado. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

3 - Baltasar Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1564 em Minho, Portugal.

4 - Helena Gomes, nasceu aproximadamente em 1565.

5 - Antônio Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1566 em Minho, Portugal.

A pesquisa genealógica revela que um dos primeiros descendentes dessa ramificação nascido em Pernambuco, Brasil foi o Capitão Pedro Marinho Falcão, nascido aproximadamente em 1602. Pedro é filho do português Dom Vasco Marinho Falcão e da brasileira Inês Lins de Vasconcelos. Pedro, se casou com Beatriz Gomes de Mello, ela sendo filha de Manuel Gomes de Mello e Adriana Luísa de Almeida Lins. Desse matrimônio tiveram 08 filhos, todos supostamente nascidos em Pernambuco.


De Pernambuco para a Paraíba

E para proporcionar este breve ensaio genealógico da prole Marinho Falcão de Pernambuco para a Paraíba, destacamos estes descendentes. Um descendente por cada geração. São eles:

- Capitão Pedro Marinho Falcão, filho de Dom Vasco Marinho Falcão, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Beatriz Gomes de Mello.

- Sargento-mor João Marinho Falcão, filho do Capitão Pedro Marinho Falcão, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Maria da Rocha Barbosa.

- Brites Maria da Rocha, filha do Sargento-mor João Marinho Falcão, nascida supostamente em Pernambuco e se casou com o Capitão Fernão Rodrigues de Castro.

- João Marinho Falcão, filho da Brites Maria da Rocha, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Maria José da Rocha.

- Capitão-mor João Marinho Falcão, filho de João Marinho Falcão, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Isabel Ritta Caetana da Silveira I.

- Pedro Marinho Falcão, filho do Capitão-mor João Marinho Falcão e se casou com Manuela Florentina de Assis.

- João Marinho Falcão, filho do Pedro Marinho Falcão, nascido na Paraíba e se casou com Aquilina Maria da Conceição.


As origens da família Marinho Falcão

Em aparente estudos genealógicos em Vieira do Minho e Viana do Castelo em Portugal.

Vieira do Minho, é uma área localizada no norte de Portugal, ocupando um espaço de 4.700 km² e incluindo 24 cidades nos distritos de Viana do Castelo e Braga.

Essa região é dividida em Alto Minho, Cávado e Ave, que correspondem aos nomes dos rios que servem de limites entre elas. O Alto Minho abrange uma parte do distrito de Viana do Castelo. Já o Cávado e o Ave, que também são conhecidos como Baixo Minho, pertencem ao distrito de Braga e são divididos em várias cidades. As cidades sob a influência do Cávado incluem Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde. As cidades relacionadas ao Ave são Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

O nome da região Minho se origina do Rio Minho. Este rio tem sua fonte na Galiza, na Espanha, e percorre mais de 300 km até desaguar no Oceano Atlântico, situado ao sul de Guarda e ao norte de Caminha. Este rio é significativo, pois até a metade do século XX, ele foi o principal local de pesca da Península Ibérica, sustentando a ocupação de mais de 3 mil pescadores.


A importância da pesquisa genealógica

Para aqueles que têm o sobrenome Marinho Falcão ou desejam explorar mais profundamente a história da família, a pesquisa genealógica é uma etapa crucial. Ferramentas como FamilySearch, Ancestry e MyHeritage podem ser úteis na localização de documentos históricos, como certidões de nascimento, casamento e óbito, além de registros eclesiásticos e cartoriais.

Muitos pesquisadores enfrentam obstáculos ao tentar descobrir registros de ancestrais mais antigos, especialmente os imigrantes portugueses que chegaram ao Brasil entre os séculos XVI e XIX. Portanto, contar com recursos documentais como "Marinho Falcão - de Cau Barata" representa uma grande vantagem para quem busca montar uma árvore genealógica completa.


Dicas para organizar sua pesquisa genealógica

Caso você esteja começando sua busca para conhecer mais sobre a família Marinho Falcão, aqui estão algumas orientações:

1. Colete documentos da família – Converse com familiares mais velhos, busque certidões antigas e consulte arquivos públicos.

2. Aproveite plataformas digitais – Sites como FamilySearch e Ancestry possuem bancos de dados importantes para encontrar antecessores. 

3. Participe de comunidades de genealogia – Grupos no Facebook e fóruns dedicados possibilitam a troca de dados com outros pesquisadores.

4. Organize suas informações – Use softwares de criação de árvores genealógicas para guardar os dados obtidos.

5. Pense em publicar um livro – Compilar a narrativa da família em um texto impresso é uma ótima maneira de conservar esse legado para as próximas gerações.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Vasco Marinho Falcão. Disponível em: >(Vasco Marinho Falcão (Hemeroteca Digital - BN))<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Vasco Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GNJ3-2W3)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

Dom Vasco Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LX3H-1ML)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

Jerônimo Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GG41-QZY)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

Capitão Pedro Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKYQ-NF2)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

João Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LR1S-F5Y)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Pedro Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GWY9-HYV)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Capitão-mor João Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GSFJ-FXM)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Brites Maria da Rocha. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/KZZS-JFQ)<. Acesso em 11 de agosto de 2024.

Sargento-mor João Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKYQ-6G5)<. Acesso em 12 de agosto de 2024.

Família Marinho / Falcão de Brejo da Madre. Disponível em: >(https://newtonthaumaturgo.blogspot.com/2012/06/familia-marinho-falcao-brejo-da-madre.html)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Marinho Falcão: álbum de família. Disponível em: >(https://geneall.net/pt/familia-album/74522/marinho-falcao/)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Apontamentos para a história da família Marinho. Disponível em: >(https://blogcarlossantos.com.br/apontamentos-para-a-historia-da-familia-marinho/)<. Acesso em 11 de agosto de 2024.

Falcão Marinho: origem do sobrenome e genealogia. Disponível em: >(https://pt.geneanet.org/genealogia/falcao-marinho/FALCAO%20MARINHO)<. Acesso em 12 de agosto de 2024.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Projeto: Histórias que unem famílias

 


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Você já percebeu que conhecer a história da sua linhagem pode impactar consideravelmente sua vida como adulto? Um estudo feito pela Universidade Emory mostrou que crianças que têm ciência da narrativa familiar costumam se tornar adultos com alta autoestima, maior capacidade de adaptação e sucesso. Essa descoberta destaca a importância de manter viva a tradição de contar histórias familiares e sugere um caminho para explorar como retratos familiares podem ser fundamentais nesse aspecto.

A pesquisa da Universidade Emory, localizada em Atlanta, Geórgia, investigou a influência de histórias familiares compartilhadas no desenvolvimento infantil. Os resultados indicaram que as crianças que conhecem as narrativas de seus antepassados demonstravam um nível elevado de resiliência, autoestima e identidade. A conexão com suas raízes familiares fez com que essas crianças se sentissem parte de algo maior, reforçando seu senso de pertencimento e estabilidade emocional. Essa compreensão sobre suas origens e seu legado ajudou a cultivar um propósito e uma fundação sólida para superar os desafios na vida adulta.

Assim como as histórias contadas, os retratos familiares desempenham um papel crucial na preservação das memórias e na transmissão do legado familiar. Ao olhar uma foto de família, somos rapidamente transportados para um momento específico, revivendo as emoções e vínculos que nos unem. Essas imagens capturam a essência da família, congelando instantes valiosos que se tornam verdadeiros tesouros para as gerações que virão.

A geração atual é a mais fotografada de todas, mas, ao mesmo tempo, é a que menos possui essas imagens em formato físico. Se as famílias não se esforçam para compartilhar essas histórias, o conhecimento sobre nossos antepassados pode ser perdido. As fotografias são uma ferramenta extremamente eficaz para ajudar a recordar as narrativas familiares e transmiti-las aos filhos. Aqueles que têm cerca de 40 anos provavelmente em breve encontrarão uma caixa de sapatos cheia de fotos de família, uma recordação do seu legado familiar. E os seus filhos? Eles terão algum retrato da família? No futuro, conseguirão encontrar um adaptador para conectar seu antigo celular Motorola e visualizar as fotos da família? Que tipo de legado você está se esforçando para deixar para as próximas gerações?

Quando um grupo familiar se reúne para tirar uma foto, não está apenas fazendo uma captura visual. Trata-se de uma expressão de amor, união e celebração dos vínculos entre seus membros. Ao colocar essa imagem em destaque na casa, enfatizamos a importância dos laços familiares e das pessoas que apreciamos. As crianças que crescem vendo seu reflexo em retratos familiares se sentem amadas e valorizadas, o que ajuda a desenvolver uma autoestima positiva e confiança.

Assim como as histórias contadas, as fotografias de família tornam-se um legado compartilhado ao longo do tempo. Elas registram a trajetória familiar e refletem suas transformações ao longo dos anos. Imagine as futuras gerações admirando um antigo retrato de família e sentindo uma conexão com suas raízes, reconhecendo os rostos de seus antepassados e percebendo que fazem parte dessa história. É uma poderosa maneira de passar adiante a narrativa e os valores familiares.

Um estudo da Emory University destaca a importância de conhecermos nosso histórico familiar e os benefícios que isso pode trazer para nossa vida adulta. As fotografias familiares desempenham um papel fundamental na construção de laços emocionais e na preservação de memórias valiosas. Ao combinarmos esses dois elementos, encontramos uma maneira de promover autoestima, segurança emocional e um legado que perdurará para as gerações futuras. Portanto, para continuarmos compartilhando nossas histórias familiares e mantendo-as vivas por meio de retratos, é fundamental criar imagens que tenham um significado especial, de modo a transmitir essa importância para as próximas gerações.


O projeto

O projeto foi criado com o objetivo de deixar registrados memórias sobre hábitos, culturas e personalidades familiares dos falecidos e vivos da família Capuxú.

Neste volume I, entregaremos 15 histórias lúdicas e arrepiantes sobre os aspectos culturais daquela época no século XIX, como também das tradições folclóricas da época.

Com distribuição gratuita no formato PDF para alcançar todos os públicos da família, dos mais antigos para os mais novos. O empenho em manter a memória familiar viva e presente é algo único e enriquecedor. Atualmente, a família Capuxú e ramificações é uma família numerosa e poderosa intelectualmente, deixando suas marcas na história da Serra da Ibiapaba e gerando grande presença literária nos dias atuais. Parabéns para todos que apoiam o estudo genealógico, o encontrão da família, os livros publicados e os autores envolvidos.

 


Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Conectando gerações: o poder dos retratos de família na construção de autoestima e sucesso. Disponível em: >(https://www.marcelovalente.art.br/post/conectando-geracoes-o-poder-dos-retratos-de-familia-na-construcao-de-autoestima-e-sucesso)<. Acesso em 12 de julho de 2024.

Minha família: histórias que nos unem. Disponível em: >(https://www.churchofjesuschrist.org/topics/family-history/my-family-booklet?lang=por)<. Acesso em 16 de julho de 2024.

As gerações unem-se por meio de histórias pessoais e histórias de vidas. Disponível em: >(https://noticias-pt.aigrejadejesuscristo.org/artigo/geracoes-unem-se-historias-pessoais-e-historias-de-vida)<. Acesso em 21 de julho de 2024.


sexta-feira, 21 de março de 2025

Colonizadores, colonos e colonizados no Brasil

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Colonizadores, Colonos e Colonizados no Brasil

A narrativa do Brasil é construída a partir de legados que atravessam diferentes eras. Para os que têm interesse em genealogia, examinar as relações entre colonizadores, colonos e colonizados oferece uma maneira empolgante de entender suas próprias origens. Neste artigo, vamos abordar este assunto sob uma ótica histórica e genealógica, fornecendo dicas práticas que poderão auxiliar você a estabelecer laços familiares e ampliar sua compreensão sobre suas raízes. 

Os colonizadores vindos da Europa chegaram ao Brasil no ano de 1500, sob a liderança dos portugueses. Esse primeiro encontro deu início a um processo de exploração econômica, cultural e religiosa que alteraria de forma significativa o território e seus habitantes. Os colonizadores trouxeram consigo sua organização social, cultura e crenças, que se mesclaram, em parte, com as tradições indígenas e africanas. 

Esse processo compreendeu três amplos períodos econômicos: pau-brasil, açúcar e ouro. A maior parte do trabalho foi realizada por escravizados, tanto indígenas quanto africanos. A escravização de povos indígenas foi banida na metade do século XVIII, enquanto a de africanos só foi abolida no final do século XIX. Durante a colonização, houve grande resistência à prática da escravidão.

A colonização formalmente terminou em 1815, quando o Brasil foi elevado à condição de reino unido, transformando-se em uma província do território português. Porém, a conexão entre Brasil e Portugal foi rompida em 1822, quando proclamamos nossa independência. As primeiras décadas da presença portuguesa no Brasil são vistas como parte do Período Pré-Colonial, já que os portugueses não implementaram ações efetivas de colonização. O foco de Portugal era garantir as rotas comerciais para a Índia, visando proteger o comércio de especiarias.

A presença portuguesa se restringiu a algumas feitorias estabelecidas em áreas costeiras e a exploração do pau-brasil se tornou uma atividade econômica. Isso ocorreu porque eles notaram uma abundância dessa árvore na costa brasileira e valorizaram-na devido ao corante obtido a partir de uma resina que era extraída da madeira.

As capitanias hereditárias foram instituídas no Brasil em 1534, a mando do rei D. João III. O propósito dessas capitanias era estimular a ocupação do território, assegurar a exploração econômica das terras e impedir invasões francesas. Com esse sistema, Portugal transferiu os custos da colonização e exploração para aqueles dispostos a se envolver.

O território foi segmentado em 15 faixas de terra, que foram entregues a 12 capitães donatários. Esses capitães deveriam promover o desenvolvimento econômico de suas capitanias, preferencialmente por meio da produção de açúcar e também buscar os investimentos necessários para atrair colonos.

Os donatários obtinham os direitos sobre suas capitanias e tinham deveres e direitos definidos em dois documentos denominados Carta de Doação e Carta Foral. Além disso, eram responsáveis por garantir a segurança de suas capitanias, prevenindo ataques de indígenas e invasões, especialmente dos franceses.

Esse sistema não obteve sucesso por diversos motivos, como a inexperiência administrativa dos donatários e a escassez de recursos para impulsionar o crescimento de suas capitanias. A solução encontrada por Portugal foi a centralização do poder, estabelecendo o Governo-Geral, o que fez com que o Brasil fosse administrado por um governador-geral.

Os colonos, maioritariamente portugueses, mas contando também com espanhóis, holandeses e franceses em momentos específicos, tiveram uma função essencial na formação da sociedade brasileira. Muitos desses colonos chegaram ao território brasileiro com suas famílias ou criaram laços no novo ambiente, estabelecendo comunidades e contribuindo para a econômico agrário, principalmente na região Nordeste. 

Se você está investigando suas origens familiares, é fundamental identificar a área de proveniência de seus antepassados e compreender o contexto histórico das migrações internas. Por exemplo, muitas famílias no Nordeste do Brasil podem ter raízes em colonos portugueses que se fixaram nas capitanias de Pernambuco, Bahia e Ceará. Ferramentas como FamilySearch podem ser úteis para encontrar registros de batismo, casamento e óbitos dessa época. 

Não é possível discutir genealogia brasileira sem reconhecer a valiosa contribuição dos povos indígenas e africanos. Embora frequentemente relegados a um segundo plano nos registros históricos, esses grupos tiveram um papel crucial na formação da identidade brasileira. 

Os povos nativos foram os primeiros a habitar o Brasil. Para os pesquisadores em genealogia, rastrear ancestrais indígenas pode ser complicado devido à escassez de registros documentais. A população africana, que foi trazida para o Brasil como escravizada, também enfrentou desafios semelhantes. Entretanto, documentos como inventários, registros de alforria e listas de pessoas escravizadas podem fornecer informações significativas. 

Dica prática: Ao investigar a descendência africana ou indígena, é importante buscar dados em arquivos tanto físicos quanto digitais. Iniciativas como o Arquivo Nacional e acervos estaduais podem guardar informações valiosas. 


Iniciando a pesquisa genealógica 

Para aqueles que querem descobrir seus vínculos com colonizadores, colonos ou colonizados, aqui estão algumas sugestões:

Inicie com o que você tem agora: Converse com os membros mais velhos da família e colete dados sobre datas, locais de nascimento e narrativas familiares. 

Aproveite recursos online: Websites como FamilySearch, Ancestry e MyHeritage são fundamentais para este trabalho. 

Investigue em arquivos locais: Várias cidades do Nordeste possuem arquivos históricos com valiosos registros de batismos, casamentos e falecimentos. 

Registre e classifique: Use aplicativos ou cadernos dedicados para manter suas descobertas de forma organizada. 

Engaje-se com comunidades: Grupos no Facebook e fóruns virtuais podem proporcionar apoio e troca de vivências. 

 

Conservando a herança familiar 

Conservar a herança familiar é mais do que simplesmente formar uma árvore genealógica. Incluir os filhos nessa jornada, restaurar fotos antigas e redigir biografias familiares são maneiras significativas de estabelecer um legado duradouro. 

Uma dica prática é criar uma "caixa de lembranças" contendo documentos, imagens e itens que representem a história de sua família. Isso pode ser um bom ponto de partida para futuros pesquisadores da família. 

Termos importantes: organização de registros genealógicos, biografias familiares, legado e memória. 

 

Grupos de genealogia 

Caso sinta dificuldades em conduzir sua pesquisa de forma independente, pense em integrar-se a grupos de genealogia. No Nordeste, há associações locais dedicadas a essa prática, além de redes nacionais que oferecem apoio e partilha de experiências. 

É essencial lembrar que a pesquisa genealógica é uma jornada que liga o passado ao presente e ao futuro. Ao investigar as histórias de colonizadores, colonos e colonizados, você está também criando uma conexão para as gerações futuras. 

Termos relevantes: grupos de genealogia, história da família no Brasil, genealogia na Região Nordeste. 

Aprofunde suas investigações, compartilhe suas descobertas e deixe-se inspirar pela rica tradição de nossos ancestrais. Se você apreciou este texto, compartilhe com amigos e familiares que também têm interesse em genealogia. Vamos juntos explorar as narrativas que nos unem!



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Brasil Colônia. Disponível em: >(https://brasilescola.uol.com.br/historiab/brasil-colonia.htm)<. Acesso em 12 de julho de 2024.

Colonizadores, colonos e colonizados. Disponível em: >(https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/historia-do-brasil/america-portuguesa/8713-colonizadores,-colonos-e-colonizados)<. Acesso em 16 de julho de 2024.

Colonização do Brasil. Disponível em: >(https://escolakids.uol.com.br/historia/colonizacao-do-brasil.htm)<. Acesso em 21 de julho de 2024.

terça-feira, 18 de março de 2025

Família Feitosa e Montes dos Inhamuns: A disputa histórica pelas sesmarias no sertão Nordestino

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O fato retrata um tempo de intensas lutas no interior do Ceará durante a era colonial, enfatizando o conflito entre duas proeminentes famílias: os Feitosas e os Montes. Com a ampliação e exploração do território cearense, especialmente nas áreas mais isoladas, o poder se concentrou nas mãos de grandes proprietários de terras, que, graças às suas riquezas, tornaram-se indivíduos influentes. Essas famílias exerciam controle total sobre os locais onde habitavam, frequentemente utilizando a força e a intimidação para sustentar sua dominância, já que a presença do governo central era escassa devido à distância e aos desafios de comunicação.

A família Feitosa, que tem suas raízes em Portugal, inicialmente residiu em Alagoas e Pernambuco antes de se mudar para o Ceará por volta de 1707. Conquistaram vastas extensões de terra na região dos Inhamuns e se tornaram conhecidos criadores de gado. Em contraposição, os Montes, que vieram de Alagoas e Sergipe, firmaram residência na área de Icó por volta de 1682 e também adquiriram grandes propriedades. No começo, essas famílias formaram uma aliança para combater os indígenas, mas essa união logo se desfez, dando origem a violentos conflitos entre elas.

Durante a administração de Manoel Jaime da Fonseca, que foi capitão-mor em 1715 por patente régia e Salvador Alves da Silva em 1717 por patente régia também, a luta por terras na parte sul da capitania aumentou. Dois colonizadores se destacaram por sua riqueza: o capitão-mor Geraldo do Monte, dono de terras nas margens do rio Jaguaribe, e Lourenço Alves Feitosa, apelidado de “o comissário”, que dominava terras mais ao norte, na região dos Inhamuns. Quando Francisco Alves Feitosa explorou as terras dos indígenas Jucá e descobriu vastas áreas que antes eram controladas por eles, Geraldo do Monte apressou-se em solicitar uma sesmaria, a qual foi concedida. Contudo, Monte nunca tomou posse de tais terras e, seis anos depois, Feitosa conseguiu anular a doação, alegando que Monte havia abandonado a terra. Este episódio deu início a uma série de confrontos armados entre os dois clãs.

Entre 1724 e 1725, os Feitosas e os Montes se envolveram em diversos conflitos sangrentos, provocando grande descompasso na região. A violência se tornou uma constante, abrangendo saques, emboscadas e o assassinato de indígenas, vaqueiros e gado, além de incêndios e destruição de propriedades. Ambas as famílias contavam com exércitos particulares formados por indígenas e mamelucos, prolongando o conflito por um período extenso.

O conflito se tornou mais complicado quando José Mendes Machado, conhecido como Tubarão, que ocupava o cargo de ouvidor no Ceará, decidiu apoiar os Feitosas. Ele deu permissão para ataques contra os Montes, o que gerou um desentendimento com o capitão-mor Manuel Francês e com a Câmara Municipal de Fortaleza. Depois de várias batalhas e massacres em regiões como os rios Salgado e Jaguaribe, assim como em áreas dos Inhamuns, surgiram nomes de localidades que ainda recordam esses acontecimentos, como Arraial, Pendência, Batalha e Sítio Defuntos.

O governo central buscou intervir e, em 1725, Manuel Francês mandou que as famílias Feitosa e Monte entregassem suas armas, sob ameaça de execução e confisco de bens. Embora essa ordem tenha sido acatada, cerca de 400 pessoas já haviam perdido a vida, e as consequências do conflito não foram devidamente avaliadas, com os proprietários terratenentes escapando de qualquer penalidade.

A situação de Geraldo do Monte permanece indefinida, enquanto Francisco Feitosa, ciente da possibilidade de ser preso, fugiu para o Piauí, de onde deu ordens para eliminar diversos membros da família Monte. Os Montes saíram do conflito em ruínas, enquanto os Feitosas conseguiram preservar seu poder e continuaram a exercer influência na região nos anos seguintes.

Esse episódio demonstra como a falta de um governo forte e a concentração de poder nas mãos de alguns permitiram que disputas familiares se transformassem em grandes conflitos armados, com escassa intervenção do governo e sérias consequências para a população local.


Origens das famílias e a ocupação dos Inhamuns

Os Inhamuns constituem uma região semiárida no Ceará que atraiu numerosos imigrantes em busca de áreas para a agricultura e a criação de gado. A família Feitosa, vinda de origem portuguesa, chegou ao local durante o período colonial e rapidamente se firmou como um dos grupos mais influentes da capitania do Ceará.

Por outro lado, a família Montes, também de ascendência portuguesa, se estabeleceu na mesma localidade e começou a competir pelo controle das terras, gerando descontentamento com os Feitosa. Com a liberação das sesmarias, a rivalidade entre as duas famílias aumentou, já que ambas lutavam para ampliar suas posses e manter o domínio sobre as terras mais férteis.


As sesmarias e a luta pelo poder

Durante a era colonial, as sesmarias eram concedidas pela Coroa Portuguesa a indivíduos influentes que mostrassem aptidão para povoar e explorar economicamente as terras. Esse sistema favoreceu intensas disputas entre aqueles que pleiteavam as mesmas áreas. Os Feitosa e os Montes travaram batalhas físicas para assegurar seus domínios.

Existem relatos de confrontos violentos, emboscadas e alianças estratégicas que envolviam essas famílias, frequentemente contando com o suporte de outros grupos e autoridades locais. Os Montes, por exemplo, tentaram formar coligações com outras famílias influentes da época para enfraquecer os Feitosa, que já tinham uma significativa presença política e militar na área.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Algumas origens do cangaço no cariri. Disponível em: >(https://estoriasehistoria-heitor.blogspot.com/2020/03/algumas-origens-do-cangaco-nocariri.html)<. Acesso em 22 de novembro de 2023.

As guerras entre famílias: Montes x Feitosas. Disponível em: >(http://cearaemfotos.blogspot.com/2011/09/as-guerras-entre-familias-montes-x.html)<. Acesso em 04 de dezembro de 2023.

Conflitos territoriais entre famílias e migração interna nos sertões dos Inhamuns. Disponível em: >(https://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/7060)<. Acesso em 09 de janeiro de 2024.

O Barão de Studart e as famílias Feitosas e Araújos. Disponível em: >(https://www.institutodoceara.org.br/revista/Rev-apresentacao/RevPorAno/1957/1957-BaraoStudartFamiliasFeitosaAraujo.pdf)<. Acesso em 19 de janeiro de 2024.

Os Montes e os Feitosa. Disponível em: >(https://cariricangaco.blogspot.com/2015/01/os-monte-e-os-feitosa-porronaldo.html)<. Acesso em 10 de fevereiro de 2024.

Feitosa, dos Inhamuns. Disponível em: >(https://www.portalentretextos.com.br/post/feitosa-dos-inhamuns)<. Acesso em 11 de fevereiro de 2024.

Família Feitosa é tema principal. Disponível em: >(https://vicentefreitas.blogspot.com/2013/02/familia-feitosa-e-tema-principal.html)<. Acesso em 11 de fevereiro de 2024.

Guerra entre Montes e Feitosas. Disponível em: >(https://www.youtube.com/watch?v=Op6OL7j8lUM)<. Acesso em 12 de fevereiro de 2024.

Os Feitosas e o Sertão dos Inhamuns. Disponível em: >(https://dokumen.pub/os-feitosas-e-o-sertao-dos-inhamuns-a-historia-de-uma-familia-e-uma-comunidade-no-nordeste-do-brasil-1700-1930.html)<. Acesso em 12 de fevereiro de 2024.