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A variação genética
detectada entre os judeus de uma comunidade alemã durante a Idade Média não se
reflete nos judeus asquenazes atuais. Aproximadamente metade dos judeus
contemporâneos se autodenominam asquenazes, o que sugere que suas origens podem
estar ligadas aos judeus das regiões centrais ou orientais da Europa. Apesar de
diversas teorias, ainda existem muitas incertezas sobre suas raízes e as
mudanças populacionais no decorrer do segundo milênio.
Ao examinar o DNA
de 33 judeus asquenazes de Erfurt da Idade Média, os pesquisadores perceberam
que essa população poderia ser classificada em duas categorias distintas. Um
dos grupos está mais fortemente associado a populações do Oriente Médio,
enquanto o outro demonstra ligações mais estreitas com grupos europeus,
provavelmente incluindo imigrantes que chegaram a Erfurt vindos do Oriente. As
provas iniciais sugerem a presença de pelo menos duas linhagens geneticamente
diversas na Erfurt medieval. Entretanto, essa diversidade genética não é
observada entre os judeus asquenazes atuais.
A comunidade
judaica de Erfurt floresceu entre os séculos XI e XV, mesmo após um período de
interrupção devido a um massacre em 1349. Em várias ocasiões, essa comunidade
se destacou, tornando-se uma das mais influentes do país. Após a expulsão de
todos os judeus em 1454, a cidade ergueu uma nova construção sobre o local do
cemitério judaico. Para efetuar essa mudança, foram requeridas obras
complementares e uma escavação arqueológica para recuperar os restos.
Embora os dados
extraídos do DNA antigo sejam essenciais para reconstituir contextos
demográficos históricos, o processo de coleta de amostras de DNA judaico antigo
enfrenta obstáculos devido a restrições impostas por leis judaicas, que
frequentemente proíbem a interferência em sepulturas. Com a autorização da
comunidade judaica local na Alemanha, a equipe conseguiu obter dentes soltando
de restos encontrados em um cemitério judaico do século XIV, que foi objeto de
uma escavação de recuperação.
Ao examinar o DNA
mitocondrial, transmitido pela linha materna, foi constatado que um terço dos
indivíduos de Erfurt analisados compartilhava a mesma sequência genética. As
evidências sugerem que a população judaica asquenaze de Erfurt era tão restrita
que um terço dos indivíduos descendia de uma única mulher através de suas
linhagens maternas.
Contudo, foram
identificados grupos genéticos que não eram conhecidos entre os judeus asquenazes
da Idade Média.
Em 2017, havia
cerca de 120.000 judeus no Brasil, fazendo do país a segunda maior população
judaica na América Latina, ficando atrás somente da Argentina e à frente do
México.
A comunidade
judaica no Brasil exibe um alto nível de escolaridade, com 68% dos judeus
possuindo diploma de ensino superior, em contraste com apenas 27% da população
geral que atinge esse nível de formação. A maior parte dos judeus brasileiros
está empregada em áreas como negócios, direito, medicina, engenharia e artes.
Um número considerável está envolvido em atividades empresariais ou como
autônomos. O censo do IBGE mostra que 70% dos judeus no Brasil pertencem às
classes média e alta. De forma geral, os judeus brasileiros se sentem
integrados na sociedade e exercem uma influência benéfica, enfrentando baixos
índices de anti-semitismo.
No século XXI, a
maior parte da comunidade judaica é composta por descendentes de uma migração
que teve início no século XIX e se intensificou no século XX, alcançando seu
auge entre 1926 e 1942, quando mais de 50.000 judeus se instalaram no Brasil.
No século XIX, grupos de judeus que vieram do Marrocos se estabeleceram em
Belém do Pará, Manaus e diversas outras áreas ao longo do rio Amazonas. Nesse
período, judeus asquenazes que migraram da Alsácia-Lorena, incluindo alguns
sefaraditas, se instalaram no Rio de Janeiro. Logo, no século XX, comunidades
de judeus asquenazes oriundos da Europa Oriental começaram a surgir em cidades
como Recife e Salvador. No Sul, em regiões rurais de Porto Alegre e Curitiba,
assim como em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, judeus
ashkenazis provenientes da Rússia, Polônia e Bessarábia formaram suas próprias
comunidades.
Após a Primeira
Guerra Mundial, com o desmantelamento do Império Otomano, a imigração sefardita
aumentou consideravelmente, e muitos dos que chegaram se estabeleciam no Rio de
Janeiro e em São Paulo. Pouco tempo depois, na década de 30, ocorreu mais uma
onda de imigração judaica da Alemanha para o Brasil; a maioria desses imigrantes
optou por se fixar em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Texto de Eugênio Pacelly Alves
Referências bibliográficas:
A comunidade judaica no Brasil. Disponível em: >(https://cafetorah.com/a-comunidade-judaica-no-brasil/)<. Acesso em 25 de outubro de 2024.
Quatro mulheres deram origem aos judeus da Europa. Disponível em: >(BBCBrasil.com | Primeira Página | Quatro mulheres deram origem aos judeus da Europa, diz estudo)<. Acesso em 25 de outubro de 2024.
Diversidade genética de judeus asquenazes medievais surpreende pesquisadores. Disponível em: >(Diversidade genética de judeus asquenazes medievais surpreende pesquisadores - Planeta)<. Acesso em 26 de outubro de 2024.
Judeus: quem são, história, crença, cultura. Disponível em: >(Judeus: quem são, história, crença, cultura - Mundo Educação)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

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