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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Processo migratório no Ceará

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O movimento migratório no Ceará: reflexões a partir do Sertão dos Inhamuns

O fenômeno de migração no Ceará representa um aspecto crucial da trajetória econômica e social do estado. Com base no artigo "O movimento migratório no Ceará: evidências a partir da microrregião do Sertão dos Inhamuns", elaborado por Cristiane e Castro Feitosa Melo e Maria Lucia Brito da Cruz em 2016, podemos compreender as razões históricas, econômicas e sociais que motivam esse movimento.

 

Contexto histórico da migração no Ceará

Os municípios que têm a maior parte de sua economia voltada para a agropecuária de sequeiro (sem irrigação) são impactados diretamente pela irregularidade das chuvas. A seca ocorrida em 1915 serviu como pano de fundo para obras literárias, como o livro O Quinze, de Rachel de Queiroz, além de marcar a criação do primeiro campo de concentração no Ceará, localizado em Alagadiço, a oeste de Fortaleza. Em Alagadiço, acredita-se que cerca de 8 mil pessoas estavam reunidas, sendo alimentadas minimamente e sob a supervisão de soldados. Após o sofrimento da seca de 1915, o Ceará enfrentou outra severa estiagem em 1932, que teve como uma de suas características a construção de campos de concentração fora da capital, criados para prevenir que um grande número de desabrigados chegasse a Fortaleza.

 

A microrregião do Sertão dos Inhamuns e a migração

A migração interna nos Sertões dos Inhamuns ocorreu no início do século XVII, impulsionada por disputas territoriais entre as famílias Monte e Feitosa, mesmo diante das dificuldades impostas pela localização em uma região semiárida, no Nordeste do Brasil. A criação das sesmarias, que são terras concedidas conforme a tradição portuguesa, na Colônia da América, trouxe modificações espaciais que resultaram em novos arranjos sociais, econômicos e culturais. Essa área é caracterizada por famílias que historicamente tiveram laços próximos e os moradores mantiveram interações frequentes. A família foi um elemento crucial na sociedade brasileira durante grande parte de sua história, preenchendo a ausência do poder público efetivo. Ao mesmo tempo, também foi responsável por desordens, já que ofensas a um membro de uma família por outro eram frequentemente motivos de confrontos.

 

Fatores que impulsionam a migração

1. Condições climáticas

A seca permanece como o fator histórico mais importante que leva à migração no Ceará. A falta de água afeta a agricultura de subsistência e a criação de gado, forçando muitos a encontrar novas maneiras de garantir sua sobrevivência em áreas menos impactadas pelo clima.

2. Desigualdade socioeconômica

A concentração de propriedades e a escassez de oportunidades educacionais e de trabalho também são elementos cruciais. A população que tem menor acesso a recursos tende a migrar em busca de condições de vida mais favoráveis.

3. Conflitos por sesmarias

4. Secas



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Entenda o processo histórico da formação do território cearense. Disponível em: >(História | Entenda o processo histórico da formação do território cearense.)<. Acesso em 09 de setembro de 2021.

Exilados do sertão: migração cearense na seca de 1877. Disponível em: >(https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/61886)<. Acesso em 03 de fevereiro de 2022.

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