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Hoje temos a satisfação de conversar com o
escritor e pesquisador genealógico cearense Eugênio Pacelly Alves do Nascimento aqui no Blog GuardaChuva Educação.
Com 37 anos, Eugênio Pacelly é oriundo de Fortaleza, Ceará, Brasil, ele é pai da pet Mashmello e começou a pesquisar a genealogia da família em 2018 a convite do seu primo de 3°. grau Edson Carlos Freitas Alves.
Essa experiência o levou a se familiarizar com a
realidade da pesquisa genealógica paterna e a perceber que era necessário
ir além das entrevistas a parentes.
Pouco mais de 02 anos, Eugênio Pacelly criou o Blog GuardaChuva Educação, onde realiza de 02 a 03 publicações semanais sobre as famílias nordestinas do Brasil. Nesta
entrevista, ele compartilha mais informações sobre seu trabalho no Blog e sobre
a colaboração genealógica para outros ramos familiares.
Boa leitura!
Poderia falar um pouco mais sobre o seu trabalho com o site, sobre os seus objetivos e futuros projetos?
Desenvolvi o Blog como um recurso para mim e para
outros que, assim como eu, estão em busca de suas raízes familiares nos
arquivos paroquiais disponíveis na internet. Quando iniciei esse projeto, tive como inspiração o Blog Estórias&Histórias desenvolvido pelo Heitor Feitosa Macêdo, que, no entanto, deixou de realizar postagens há quase quatro anos. Para não precisar acessar repetidamente as
páginas dos vários arquivos à procura de informações novas no meu ramo familiar Feitosa dos Inhamuns, me atentei a um recurso manual no FamilySearch que me notifica sobre todas as alterações que aparecem nos perfis em que selecionei o monitoramento, o qual ainda
está em funcionamento no site. Atualmente, o Blog GuardaChuva Educação abrange somente as famílias nordestinas do Brasil, onde está subdividido em 03 temas sobre genealogia, história e outros assuntos correlacionados. Para o futuro, planejo implementar duas
novas funcionalidades: 1) a transcrição de documentos indexados e 2) informações
sobre a origem de cada freguesia com um link para a freguesia anterior. Além
disso, o Blog também receberá melhorias visuais e contará com uma versão para surdos.
Como o Blog GuardaChuva Educação pode ajudar os leitores que têm família na região Nordeste do Brasil?
O Blog GuardaChuva Educação torna mais simples para todos, especialmente para os brasileiros, o acesso às informações sobre como estão estruturadas as postagens de acordo com o tema. Para verificar a existência e a localização sobre alguma família desejada, é necessário apenas digitar o sobrenome da família no campo pesquisar no Blog. Assim, em pouco tempo, você pode acessar todas as publicações referentes ao que está pesquisando e o melhor, todos os posts possuem referências bibliográficas, permitindo aos leitores ampliarem ainda mais o campo das suas pesquisas.
Como começou o seu interesse particular pela genealogia?
O meu interesse pela genealogia começou após o falecimento dos meus avós paternos, em 2009 e 2011 respectivamente. Me lembro que sempre perguntava ao meu pai, os nomes e apelidos dos meus ancestrais, mas era uma misturada tão grande de parentes casados entre si que logo dava um nó na minha mente e embaralhava todo o raciocínio. Mas, foi somente em 2018 após ter conhecido um primo de 2° grau com nome de Carlos Nascimento Alves que estava a passeio em Fortaleza/CE foi que a oportunidade me foi lançada. Passados dois meses que o primo Carlão havia retornado para Brasília/DF, foi quando o filho dele de nome Edson Carlos Freitas Alves lançou o convite para estudarmos a genealogia da família Saturnino de Nova Russas/CE. Dessa maneira, aceitei prontamente. Assim começou, Aluísio em Nova Russas/CE, Edson em Brasília/DF e eu em Fortaleza/CE com entrevistas a parentes.
Conte-nos um pouco mais sobre estes estudos genealógicos
Então, não achava bacana conhecer a parentela e
rever outros em funerais. Num ambiente de tristeza onde não cabe brincadeiras e
gargalhadas. Assim estava sendo na família por muitos anos.
Quando
ainda pequeno e depois já adolescente, via com admiração a felicidade dos meus
avós quando viajavam para Ipueiras/CE, Nova Russas/CE, Brasília/DF, Cuiabá/MT,
Campo Grande/MS e Rio de Janeiro/RJ, para reencontrar e conhecer novos
parentes.
Meus
avós paternos, principalmente meu avô Chaga Marizô como era conhecido foi e é
uma grande inspiração para união da família em momentos de alegria.
Desde
o início do estudo genealógico da família Saturnino, descobrimos que éramos
descendentes também da grande prole apelidada como família Capuxú da Serra dos
Côcos, são aqueles ascendentes com sobrenome Chaves e Carvalho.
Com
o estudo da família Saturnino concluído quase todo, a convite desafiador do meu
primo Edson Carlos, partimos para esta nova saga familiar, estudar a genealogia
da família Capuxú, com a finalidade de respondermos os contextos: quem são, de onde eram e onde estou inserido
nessa família.
Caramba!
Quando pensamos que estamos próximos de concluir, surgem novos parentes e inicia
novo quebra-cabeça familiar. A família Capuxú é ou foi a maior família que povoou
a fazenda Ipueiras, Diamante até o Curtume. Hoje em dia, quando visito Nova Russas e Ipueiras, ainda encontro grande
descendência dessa ramificação.
Assim,
pelo lado paterno, sou descendente da prole Capuxú da Serra dos Côcos, como
também dos poderosos Feitosa do Sertão dos Inhamuns.
Já
no ano de 2019, iniciei uma pesquisa genealógica tímida pelo meu lado materno. São
aqueles ascendentes com sobrenome Rêgo Leite, Souza Rêgo, Pontes, Francelino,
Nascimento, Queiroz, Pereira, Paiva, Pinheiro e Silva que residiram entre
Touros/RN e Encanto/RN.
Você mencionou que trabalha em parceria com outros parentes que se tornaram pesquisadores genealógicos, correto? Quem são, onde moram e qual é o tamanho das suas árvores genealógicas paternas e maternas e quem é o antepassado mais remoto já encontrado?
Sim. Atualmente somos 03 comigo. São eles:
Edson
Carlos Freitas Alves, residente em Brasília/DF e escritor dos exemplares “Maria
Acauã (2020)” e “Cesário Patrício (2023)”.
Kelvin
Ferreira de Carvalho, residente em Balneário do Camboriú/SC.
Eugênio
Pacelly Alves, residente em Fortaleza/CE e escritor dos exemplares “Maria Acauã
(2020)”, “Quem foi seu Jorge (2020)”, “A pintura da gratidão (2020)”, “Gritos
malassombrados (2021)”, “Cesário Patrício (2023)” e “Família Francelino Queiroz
(2023)”.
De forma indireta, somos beneficiados com recorrência por outros pesquisadores no FamilySearch, são eles: André Azevedo, Creomildo Carvalhedo, Joelson Franco, Edneudo Camelo, Elaine Machado, Everton Queiroz, Gerdilan Carvalho, João Pedro Morais, Jucelio Calaça, Leênio, Maciel Silva, Marcos Augusto, Margareth Almeida, Marivaldo Dantas, Miriam Souza, Miriam Rocha, Roberto Carneiro, Solange Soares e Wenerson Fernandes.
Minha
árvore genealógica paterna no FamilySearch deve ter em torno de 10.000 perfis
cadastrados e outros 50.000 a serem cadastrados. Já minha árvore genealógica
materna no FamilySearch, devo ter em torno de 300 perfis cadastrados e outros
200 a serem cadastrados.
Até
o presente momento dos estudos genealógicos paternos, estou parado nos
ancestrais:
Estevão
Alves Galvão, falecido em 1884 e foi casado com Isabel Maria Gonçalves.
Vicente
José do Nascimento, nascido aproximadamente em 1810 em Ipueiras/CE e foi casado
com Alexandrina Maria da Conceição.
Francisco
Pedro de Araújo, nascido em 1824 e falecido em 1898 em Ipueiras/CE, foi casado
com Martiniana Maria da Conceição.
João
José do Nascimento, casado com Josefa Maria de Barros.
Francisco
Gonçalves de Carvalho, casado com Thereza Maria da Conceição.
Pelo
lado materno:
Marcellino
Gonçalves do Nascimento, casado com Antônia Maria da Conceição.
José
Pereira de Paiva, nascido em 1860, foi casado com Martinha Carmina do Amor
Divino.
João
Pinheiro da Silva, casado com Gonçalla Maria.
Manoel
Francelino do Nascimento, nascido em 1862, foi casado com Ana Maria da
Conceição.
Carolina
Elcina de Queiroz, nascida aproximadamente em 1844 e foi casada com Delfino
Horácio do Rêgo.
Teve algum mistério que conseguiu desvendar através da genealogia?
Parece que ninguém se dedica a isso para resolver
enigmas. Se alguém o faz, acabará se dando mal, porque a genealogia gera ainda
mais perguntas sem respostas. Por exemplo, o que aconteceu com os registros
paroquiais de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte durante alguns anos do século
XIX? Esses fatos estão ligados aos anos de nascimento, matrimônios e óbitos de meus
antepassados maternos, e por isso não consigo descobrir os nomes dos seus pais
e avós.
Que conselhos você daria para aqueles que estão começando agora a pesquisar as suas famílias?
Meus conselhos são os seguintes:
1. Utilize um programa de genealogia – seja em seu computador (como o FamilySearch) ou crie sua árvore genealógica online (como no MyHeritage). A princípio, pode parecer que você consegue fazer tudo em um software de escritório, mas logo surgirão dificuldades para gerenciar as ligações entre as pessoas, algo que apenas um bom software de genealogia pode facilitar.
2. Registre tudo – para cada informação que você inserir, busque manter uma cópia em arquivo, inclusive dos registros paroquiais. Isso pode parecer desnecessário, mas em duas décadas, você poderá olhar para esses dados e gastar tempo tentando lembrar onde encontrou aquela informação específica.
3. Comece por si mesmo – é muito simples iniciar com seu nome, o de seus pais e prosseguir a partir daí; na verdade, é o único jeito de aplicar os conselhos mencionados. Solicite a sua certidão de nascimento e a dos seus pais, onde constarão os nomes dos seus avós e seus locais de nascimento, e então solicite as certidões dos seus avós, que trarão os nomes dos seus bisavós, e assim sucessivamente. Para registros de 1960 ou anteriores, você deverá usar livros online, microfilmes ou pedir cópias aos arquivos. Saber transcrever registros antigos é um diferencial.
4. Inclua o restante da família – talvez você pense
que os outros acharão essa busca chata, mas todos ficarão curiosos sobre suas
descobertas, e alguns até desejarão colaborar. Entre agora e o início dos
registros em 1563 existem 462 anos, o que equivale a 18 gerações, ou seja, milhares
de antepassados. Você realmente acredita que conseguirá encontrar todos eles
sozinho?
E para alguém que já anda pesquisando há algum tempo mas que parece ter chegado a um beco sem saída?
Não há registros anteriores, seja porque o ano
de 1563 foi atingido ou em razão de um incêndio na Igreja. Pode-se também
deparar com um ‘exposto’ – um ente que foi deixado na roda dos expostos e cujo
pai ou mãe é desconhecido. Existem situações em que os indivíduos acabam sendo
reconhecidos pelos seus genitores. Nesses casos, o nome do(s) pai(s) anônimos é
mencionado nos registros de casamento ou nascimento dos filhos ou netos.
Existem disponíveis online alguns “livros de reconhecimentos”. Em gerações mais
novas, é viável utilizar testes de DNA (como os disponíveis na MyHeritage) para
evidenciar laços familiares entre uma pessoa e seus ancestrais desconhecidos
com um descendente que tenha sido reconhecido. Com o crescimento das bases de
dados de DNA para fins genealógicos e o avanço nas técnicas de comparação,
métodos mais sofisticados poderão ser utilizados para superar esses impasses.
Contudo, o melhor conselho que posso oferecer é o
mesmo que no filme Campo de Sonhos: "Se você construir, eles
virão". Nesse contexto, ao disponibilizar sua árvore genealógica online (no FamilySearch e MyHeritage), há a possibilidade de que, um dia, você descubra que alguém
possui a resposta para esse enigma e receberá essa informação quando menos
esperar.
Muito obrigada Eugênio pela entrevista! Deixamos aqui os links dos exemplares escritos por ele para todos aqueles que descenderem da família Capuxú do Ceará, como também da família Francelino Queiroz de Taboleiro Grande e Pau dos Ferros no Rio Grande do Norte.
- Família Francelino Queiroz (2023)
Tatiana Messias Diogo

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