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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Genealogia da família Moura Fé: de Portugal para o Piauí (1851-1899)

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Tudo iniciou com o artigo publicado aqui neste blog em 11 de abril de 2025 com a apresentação em parte do estudo da genealogia da família Moura Fé no Piauí. Uma das raízes destacadas no FamilySearch vem do matrimônio entre Antônio de Moura Fé e Eugênia de Morais Rego, ela sendo filha de Gabriel de Morais Rego e da Índia Maria. 

Dessa maneira daremos continuidade a partir do matrimônio entre:

1.1.1.1. Bernardino de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1819 e se casou com Teresa Maria Leal. Desse matrimônio tiveram 10 filhos. São eles:

1.1.1.1.1. Zeferina Maria do Espírito Santo, nascida aproximadamente em 1822 e se casou com Feliciano Borges Leal, ele sendo filho de Raimundo Borges Leal e Maria Nunes de Jesus. Desse matrimônio tiveram 05 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.1. Raimunda Maria do Espírito Santo, nascida em 1839 em Picos/PI e se casou com Desidério Rodrigues de Britto. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.1.1. Galdina Maria do Espírito Santo, nascida em 1858 em Picos/PI e se casou com Mathias Borges Leal, ele sendo filho de Manoel Raimundo Borges Leal e Cândida Maria Borges. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.1.1.1. Raimunda Maria do Espírito Santo, se casou em 1ª núpcia com Lidogério de Sousa Galo tiveram 02 filhas. São elas:

1.1.1.1.1.1.1.1.1. Josefa Maria de Araújo, se casou com Manoel Marcos de Araújo, ele sendo filho de Leodegario Marcos de Araújo e Paulina Rodrigues de Brito. Desse matrimônio tiveram 08 filhos.

Raimunda em 2ª núpcia com Manoel Correia Sobrinho, ele sendo filho de Rufino Correia Lyra e Petronila Theonilia da Silva. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

1.1.1.1.1.1.1.1.2. Carolina Araújo


1.1.1.1.1.1.1.2. Antônio Borges de Moura

1.1.1.1.1.1.1.3. Baldoino Borges de Moura


1.1.1.1.1.1.2. Francisco Rodrigues Britto

1.1.1.1.1.1.3. Mathildes Maria do Espírito Santo


1.1.1.1.1.2. Miguel Borges de Moura, se casou com Vicença de Barros Rocha, ela sendo filha de Rufo de Barros Rocha e Joana Pereira de Brito. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.2.1. Raimunda de Barros Rocha, se casou com João Francisco de Araújo, ele sendo filho de João Francisco do Prado e Maria de Santana do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. 

1.1.1.1.1.2.2. Feliciano Borges de Moura, se casou com Rosa Maria da Conceição, ela sendo filha de Joaquim Antônio da Silva e Ana Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

1.1.1.1.1.2.3. Adelina de Barros Rocha, se casou com Raimundo Carlos de Oliveira Barros, ele sendo filho de Francisco de Oliveira Barros e Izabel Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 08 filhos. 

1.1.1.1.1.2.4. Maria de Barros Rocha, se casou com Joaquim Antônio da Silva, ele sendo filho de Antônio Rodrigues Chaves I e Maria Isabel da Encarnação. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. 

1.1.1.1.1.2.5. Antônio Borges de Moura, se casou com Maria Gonçalves Guimarães, ela sendo filha de Izaquiel Jozé Teixeira e Joanna Gonçalves Guimarães. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

1.1.1.1.1.2.6. Arcângela de Barros Rocha, se casou com Conrado José da Costa. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 

1.1.1.1.1.2.7. Regina de Barros Rocha, se casou com Tertuliano José Teixeira, ele sendo filho de Ezequiel Borges Leal e Apolônia Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 


1.1.1.1.1.3. Antônia Maria do Espírito Santo, se casou com Manoel de Souza Lima. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.3.1. Josefa Maria do Espírito Santo

1.1.1.1.1.3.2. Joaquim de Sousa Lima, se casou com Maria Vieira da Silva, ela sendo filha de Pedro Vieira de Mattos e Rita Militana da Silva.

1.1.1.1.1.3.3. Lucas José de Souza, se casou com Jovina Maria da Conceição, ela sendo filha de Firmino José dos Santos e Guilhermina Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 01 filho. É ele:

1.1.1.1.1.3.3.1. José Silva Gomes de Souza


1.1.1.1.1.4. Joaquim Borges de Moura

1.1.1.1.1.5. Matilde Maria do Espírito Santo, se casou com Joaquim da Rocha Moura, ele sendo filho de João da Rocha Moura e Joanna Maria da Conceição Moura Fé. Desse matrimônio tiveram 04 filhos. São eles:


1.1.1.1.2. Ignácio de Moura Leal

1.1.1.1.3. Antônio de Moura Leal

1.1.1.1.4. Raimundo de Moura Leal

1.1.1.1.5. Bernardino de Moura Leal

1.1.1.1.6. Joaquim de Moura Leal

1.1.1.1.7. Cândido de Moura Fé

1.1.1.1.8. Firmino de Moura Leal

1.1.1.1.9. Antônio de Moura Leal

1.1.1.1.10. Josefa Maria da Conceição


1.1.1.2. Raimundo de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1824 e em 1ª núpcia se casou com Cecília Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 12 filhos. 

Raimundo, em 2ª núpcia se casou com Escolástica Gonçalves Guimarães, ela sendo filha de Antônio Gonçalves Guimarães e Quintiliana Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 05 filhos. 

1.1.1.3. Domingos de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1826 e se casou com Francisca Mendes Pinheiro, ela sendo filha do Capitão Manoel de Oliveira Lopes e Thereza Pinheiro da Conceição. Desse matrimônio tiveram 06 filhos. 

1.1.1.4. Cândida Borges de Moura, nasceu aproximadamente em 1827 e se casou com Marcos Borges Leal. Desse matrimônio tiveram 13 filhos. 

1.1.1.5. Estevão de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1833 e se casou. Desse matrimônio tiveram 01 filho. 


1.1.3.2. Maria Januária de Moura, nasceu aproximadamente em 1824 e se casou com Sergio de Barros Conegunes. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 

1.1.3.3. Antônio José de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1825.

1.1.3.4. Josepha Maria de Moura, nasceu aproximadamente em 1825 e se casou com Antônio Ferreira. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

1.1.3.5. Joanna Maria de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1827.

1.1.3.6. Maria Branca de Moura, nasceu aproximadamente em 1828.

1.1.3.7. Isabel Maria de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1829.

1.1.3.8. João de Moura Fé, nasceu em 1830 em Picos/PI e se casou com Josepha Firmina do Nascimento, ela sendo filha de Pedro Alexandre do Nascimento e Maria Francisca da Silva. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

1.1.3.9. Mariano de  Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1830 e se casou com Teodora Maria da Encarnação, ela sendo filha de Francisco Raimundo da Silva e Josefa Maria da Encarnação. Desse matrimônio tiveram 18 filhos.

1.1.3.10. Joaquim de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1831 e se casou com Donata Ricardina do Amor Divino, ela sendo filha de José Rodrigues da Rocha e Ana Felidoria do Carmo. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

1.1.3.11. Agostinho de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1832 e se casou com Umbelina Maria de São José. Desse matrimônio tiveram 13 filhos.

1.1.3.12. Maria Januária de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1833.

1.1.3.13. Miguel de Sousa Moura, nasceu aproximadamente em 1833 e se casou com Antônia Maria de Moura. Desse matrimônio tiveram 07 filhos.

1.1.3.14. Josepha Maria de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1835.

1.1.3.15. Maria Branca de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1838.

1.1.3.16. Félix de Moura Fé, em 1ª núpcia se casou com Cesária de Barros e Silva, ela sendo filha de Victor de Barros e Silva e Joaquina. Desse matrimônio tiveram 13 filhos. Félix, em 2ª núpcia se casou com Alexandrina Ferreira dos Anjos. Desse matrimônio tiveram 04 filhos.

José de Moura Fé, em 2ª núpcia se casou com Luíza Maria de França. Desse matrimônio teve 01 filha. É ela:

1.1.3.17. Isabel Maria de Moura, nasceu aproximadamente em 1850 e se casou com Vitalino de Barros Cavalcante. Desse matrimônio tiveram 07 filhos.


1.1.4.1. João Félix de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1822.

1.1.4.2. Manoel José de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1825.

1.1.4.3. Manoel Eloy de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1827.

1.1.4.4. José Gabriel de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1829.


1.1.5.1. Hermenegildo de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1836 e em 1ª núpcia se casou com Senhora Moura Fé. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 

Hermenegildo, em 2ª núpcia se casou com Umbelina Maria de São José.


1.1.5.2. José de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1837 e se casou com Idalina de Moura Fé, ela sendo filha de Félix de Moura Fé e Cesária de Barros e Silva. Desse matrimônio tiveram 11 filhos. 

1.1.5.3. Alexandrina Maria da Conceição, nasceu aproximadamente em 1838.

1.1.5.4. Joanna de Moura, nasceu em 1842 em Oeiras/PI.

Elias, em 2ª núpcia se casou com Mariana Francisca de Moura Fé. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 
Elias, em 3ª núpcia se casou com Januária de Barros e Silva, ela sendo filha de Miguel Pacheco da Silva e Ponciana de Barros Rocha. 


1.1.8.1. Gonçalo de Moura, se casou com Maria Ribeiro Sepúlveda. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

1.1.8.2. Vicente Ferreira de Moura, se casou. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

1.1.8.3. Belizário José de Moura

1.1.8.4. Cândido José de Moura

1.1.8.5. Antônio José de Moura, se casou. Desse matrimônio tiveram 04 filhos.

1.1.8.6. Joaquim José de Moura

1.1.8.7. Jezuína Maria de Moura, se casou com o Capitão Sebastião Pereira de Alencar, ele sendo filho de David Pereira de Alencar e Innocência Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 04 filhos. 

1.1.8.8. Cândido José de Moura

1.1.8.9. Antônio José de Moura

1.1.8.10. Joaquim José de Moura


1.1.9.1. Teodora Maria da Encarnação, nasceu aproximadamente em 1832 e se casou com Mariano de Moura Fé, ele sendo filho de José de Moura Fé e Januária de Barros e Silva. Desse matrimônio tiveram 18 filhos. 

1.1.9.2. Antônia Maria da Encarnação, nasceu aproximadamente em 1815 e se casou com Francisco Raimundo da Silva, ele sendo filho de Manoel Sousa Pereira e Rosa Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 05 filhos.

1.1.9.3. Leandro Francisco da Silva, se casou com Miquelina Maria do Espírito Santo, ela sendo filha de Innocêncio Pereira da Silva e Jesuína Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

1.1.9.4. Bento Izidro da Silva, se casou com Jesuína Maria do Espírito Santo, ela sendo filha de Joaquim Borges Leal e Antônia Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

1.1.9.5. Maria Josefa da Encarnação, se casou com Pedro Alexandre do Nascimento, ele sendo filho de Manoel da Conceição do Nascimento e Maria da Conceição. 


1.1.10. Maria Branca de Moura, nasceu aproximadamente em 1828.


2.1.1. Alexandre Borges Leal

2.1.2. Victor Borges Leal


2.2.1. Victória, nascida aproximadamente em 1783.

2.2.2. Nazario, nascido aproximadamente em 1785.

2.2.3. Fellipe Gonçalves, nascido em 1788 em Oeiras/PI.


2.3. Ana Borges Leal

2.4. Vitória Borges Leal 


3. Leonardo de Mora Fé, nascido aproximadamente em 1731 e se casou com Maria Borges Leal, ela sendo filha de Francisco Borges Leal I e Antônia Vieira da Rocha. Desse matrimônio tiveram 14 filhos.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

A família Moura Fé no Piauí. Disponível em: >(https://franciscomigueldemoura.blogspot.com/2014/11/a-familia-moura-e-moura-fe-no-piaui.html)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Amâncio de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-W4C)<. Acesso em 06 de agosto de 2024.

Antônio Félix de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LHCZ-BPG)<. Acesso em 05 de agosto de 2024.

Bernardino de Moura Fé Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GJSS-RP9)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Elias de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-W3N)<. Acesso em 06 de agosto de 2024.

Genealogia da família Moura Fé: De Portugal para o Piauí (1728-1850). Disponível em: >(Genealogia da família Moura Fé: de Portugal para o Piauí (1728-1850) - (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 06 de agosto de 2024.

Joanna Maria de Jesus. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-7XF)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

José de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKTM-V8K)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

João Nepomuceno de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-WF6)<. Acesso em 11 de agosto de 2024.

Sobrenome Moura Fé. Disponível em: >(Sobrenome Moura Fé (Geneanet))<. Acesso em 14 de agosto de 2024.

Teresa Maria Leal. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GJSS-16Y)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Valério de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G9T9-X4T)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Marco Quinhentista: O mais antigo marco português do Brasil em Touros/RN

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O marco de pedra é o mais antigo monumento histórico documentado no estado e teria sido colocado pelos portugueses na costa do Rio Grande do Norte em 07 de agosto de 1501, tornando-se também o marco mais antigo da chegada dos portugueses ao Brasil, de acordo com Luís da Câmara Cascudo. Conhecido como Marco Quinhentista entre os estudiosos, ele foi tombado pelo registro número 680 em 1962, com a intenção de conservar a memória dos brasileiros sobre “o primeiro ponto da costa brasileira que os portugueses delimitaram”.

Composto de mármore, o Marco de Touros atinge 1,2 metros de altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de espessura. Na sua face frontal, há uma cruz e um escudo em relevo.

O monumento apresenta uma fissura que pode ter sido consertada com argamassa, além de várias marcas de lascas e desgastes. Os moradores da Praia do Marco, localizado no município de Touros, acreditavam que essa coluna de pedra possuía poderes milagrosos e utilizavam fragmentos de mármore para preparar chás considerados curativos. Foi necessário chamar a polícia para que o pesquisador Oswaldo de Souza pudesse ter acesso ao monumento, que posteriormente foi substituído por uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, a qual foi utilizada para adornar a capela à beira-mar. Historiadores e especialistas em turismo do Rio Grande do Norte sugerem que essa praia pode ter sido o local onde a esquadra de Pedro Álvares Cabral chegou ao novo continente americano.

Enquanto respostas definitivas sobre a chegada dos portugueses ao Brasil ainda são aguardadas, o Marco de Touros pode oferecer contribuições valiosas para a historiografia nacional e levantar questões relevantes sobre a chegada dos portugueses, as navegações, e os primeiros contatos com os povos nativos da região que hoje conhecemos como Brasil. Esses e outros tópicos deverão ser explorados nos estudos que serão realizados no monumento arqueológico a partir deste momento.

O professor Abrahão Sanderson Nunes da Silva, do Departamento de Arqueologia do Museu Câmara Cascudo, menciona que uma comissão, composta por representantes da UFRN e do IPHAN, supervisionará todos esses trabalhos. “O Marco foi transferido através de uma parceria estabelecida com o IPHAN, que é um dos participantes nesse processo de transferência e estará presente nas próximas etapas”, declarou o professor.

De acordo com Jorge Cláudio Machado da Silva, superintendente do IPHAN no RN, o Marco de Touros deverá ficar no museu por um longo período.




Texto de Patrício Holanda



Referência bibliográfica:

O Marcos de Touros de casa nova. Disponível em: >(O Marcos de Touros de casa nova (Portal UFRN))<. Acesso em 12 de outubro de 2025.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Catálogo de Batismos em Portalegre/RN de 1882 a 1887

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Esse texto nomes em registros históricos valiosos no FamilySearch que possibilitarão a consulta de nomes de filhos e pais antes de encarar transcrições de registros de batismos. Para ter acesso as imagens, clique aqui para acessar o livro de batismos.


Imagem 4

1. Cecília, filha de Tertuliano José de Sousa e Maria dos Prazeres da Conceição.

2. Maria, filha de Tertuliano José de Sousa e Maria dos Prazeres da Conceição.

3. Marciana, filha de Raimunda Maria da Conceição.

4. Izabel, filha de Antônio Albino da Silva e Maria Joaquina dos Impossíveis.


Imagem 5

5. João, filho de Maria da Trindade Biscoito.

6. Arquilina, filha de Franklin Sergiano da Silva e Maria Balbina da Conceição.

7. Joaquim, filho de Joaquim Alexandre e Anna Luísa dos Santos.

8. Francisca, filha de Antônio da Costa Bindá e Antônia Maria de Jesus.


Imagem 6

9. Carmina, filha de Cassimiro Luís Pereira e Agostinha Maria da Conceição.

10. Anna, filha de Manoel Camprina da Silva e Romana Maria da Conceição.


Imagem 7

11. Silvana, filha de Caetano José Bernardo e Theodosia Maria da Conceição.

12. Joanna, filha de Antônio Pinto Vieira e Florinda Maria Limeira.


Imagem 8

13. Maria, filha de Raimundo Marques da Silva e Maria Lorencia da Conceição.

14. Sinezio, filho de João Silvério de Oliveira e Francisca Maria do Espírito Santo.


Imagem 9

15. José, filho de Ciríaco Alves da Silva e Antônia de Maria do Amor Divino.

16. Maria, filha de José Ferreira do Rego Leite e Maria Lima da Motta.

Imagem 10

17. Luís, filho de José Francisco da Costa e Francisca Olinda do Amor Divino.



Importância da transcrição

A transcrição é crucial para a história por diversos motivos:

Manutenção de fontes originais: Muitas fontes históricas estão registradas em documentos antigos, manuscritos ou arquivos que podem se desgastar com o tempo. Transcrever esses itens ajuda a manter seu conteúdo autêntico, assegurando que informações valiosas sobre o passado permaneçam intactas.

Facilidade de acesso: A transcrição torna os documentos históricos mais acessíveis a estudantes, pesquisadores e ao público em geral. Ao converter textos manuscritos em formatos digitais ou impressos, a transcrição melhora a leitura e o estudo desses materiais, permitindo que mais pessoas se conectem com a história.

Interpretação e investigação: Transcrever documentos históricos muitas vezes requer a interpretação de escritas antigas ou línguas estrangeiras. Esse trabalho exige habilidades de pesquisa e análise crítica, permitindo que historiadores compreendam melhor o contexto e a relevância dos documentos.

Eliminação de erros: Durante o processo de transcrição, os transcritores podem detectar e corrigir falhas de escrita, ortografia ou interpretação nas fontes originais. Isso ajuda a assegurar a exatidão e a verdade das informações contidas nos registros históricos.

Estudos e revelações: A transcrição de documentos históricos frequentemente resulta em novas descobertas e compreensões sobre o passado. Ao examinar cuidadosamente o conteúdo dos documentos, historiadores podem descobrir dados inéditos, detalhes interessantes ou evidências que ajudam a elucidar eventos históricos e a aprimorar nosso entendimento da sociedade e cultura de épocas anteriores.

Em síntese, a transcrição é fundamental para a preservação, acessibilidade, interpretação e análise de fontes históricas, contribuindo significativamente para o estudo e a compreensão do passado.



Texto de Eugênio Pacelly Alves




Referências bibliográficas:

Brasil, Rio Grande do Norte, Portalegre. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QHV-N3Z2-297F-M?view=explore&groupId=TH-7755-90620-34185-10&lang=pt)<. Acesso em 28 de novembro de 2025.

Qual a importância da transcrição para a história? Disponível em: >(https://brainly.com.br/tarefa/59912669)<. Acesso em 28 de novembro de 2025.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Descendência e ancestralidade de Porcina Augusta Barreto de Sobral/CE de 1863 a 1900

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(Texto compartilhado no dia 26 de janeiro de 2026 por Sérgio Barreto)

Porcina Augusta Barreto, nasceu aproximadamente em 1863 e se casou com Joaquim de Souza Lima, ele sendo filho de Cleodato de Sousa Lima e Manuela de Sousa. Porcina Augusta é filha de Miguel Antônio de Mello Barreto e Marianna Augusta de Vasconcellos. No casamento com Joaquim tiveram 12 filhos. São eles:

1. Maria Barreto Lima, nascida em 1881 em Sobral/CE.

2. Julio Barreto Lima, nascido em 1882 em Crateús/CE e em 09 de julho de 1910 se casou com Maria Carolina Feijão, ela sendo filha de Vicente Gonçalves Feijão e Maria José de Jesus. Desse matrimônio tiveram 08 filhos que herdaram o sobrenome Bezerra e Barreto Lima.

3. Deolindo Barreto Lima, nascido em 1884 em Crateús/CE e em 28 de outubro de 1905 se casou com Maria Brasil, ela sendo filha de João Gomes Brasil e Petronilla Augusta Barreto Brasil. Desse matrimônio tiveram 08 filhos que herdaram o sobrenome Brasil Lima e Barreto Lima.

4. Joanna Barreto Lima, nascida em 1888 em Sobral/CE e se casou com Pedro Coelho, ele sendo filho de Manuel Coelho Lima e Francisca Coelho Lima. Desse matrimônio tiveram 07 filhos que herdaram o sobrenome Lima Coelho.

5. Leonor Barreto Lima, nascida em 1891 em Sobral/CE.

6. Manuela Barreto Lima, nascida em 1893 em Crateús/CE e em 22 de novembro de 1912 se casou com Ataliba Daltro Barreto, ele sendo filho do Coronel Aristides de Mello Barreto e Rita Ferreira da Costa. Desse matrimônio tiveram 05 filhos que herdaram o sobrenome Barreto.

7. Maximino Barreto Lima, nascido em 1895 em Independência/CE e em 18 de setembro de 1920 se casou com Maria Antonieta Sólon, ela sendo filha de Luís Solon de Aguiar e Antonieta Augusta de Paula. Desse matrimônio tiveram 04 filhos que herdaram o sobrenome Barreto Lima.

8. José Barreto Lima, nascido aproximadamente em 1897.

9. Francisco das Chagas Barreto Lima, nascido em 1898 em Sobral/CE e se casou com Maria Cesarina Lopes, ela sendo filha de Cesário Lopes Freire e Vicência Teixeira Lopes. Desse matrimônio tiveram 08 filhos que herdaram o sobrenome Barreto e Barreto Lima.

10. Joaquim Barreto Lima

11.  Noca Barreto Lima

12. Raimundo Barreto Lima

 

Ancestralidade paterna de Porcina Augusta:

Avós: Antônio Gomes Barreto (aproximadamente 1802) e Bernardina Francisca de Mello (aproximadamente 1800).

Bisavós: Manoel Gomes Barreto e Anna Thereza de Jesus; Francisco de Mello Barreto (aproximadamente 1760) e Maria Thereza de Jesus (aproximadamente 1769).

Trisavós: Capitão Antônio Gomes Barreto e Escolástica Maria de Melo; Antônio Fernandes da Silva Peixoto (aproximadamente 1740) e Maria Manoela de Farias Ramos (aproximadamente 1746); João Carvalho (aproximadamente 1740) e Theresa de Jesus (aproximadamente 1740). 

Tetravós: português Coronel Manoel Gomes Barreto e Maria Pessoa da Silva; Felisberto Correia de Melo (aproximadamente 1700) e Antônia Maria de Melo (aproximadamente 1712); português Sargento-mor José Fernandes da Silva (aproximadamente 1704) e a brasileira Isabel Peixoto da Silva Távora (aproximadamente 1720); Manuel Pessoa da Silva (aproximadamente 1726) e Maria de Farias Ramos (aproximadamente 1726).

5° avós: portugueses Matias Gomes Barreto (aproximadamente 1670) e Maria dos Santos (aproximadamente 1670); português Manoel Pessoa da Silva (aproximadamente 1675) e a brasileira Francisca de Sousa Montes (aproximadamente 1702).

6° avós: portugueses Manoel Gomes e Maria Francisca Gomes Barreto; portugueses Manoel João dos Santos (aproximadamente 1650) e Maria João dos Santos (aproximadamente 1650).



Ancestralidade materna de Porcina Augusta:

Avós: Manoel Alexandre de Vasconcelos (aproximadamente 1800) e Catharina Maria de Jesus (aproximadamente 1803).

Bisavós: Alexandre Pereira de Castro (aproximadamente 1767)  e Mariana Axioles de Vasconcelos (aproximadamente 1776) 

Trisavós: português Capitão Francisco Pereira de Sá e Miranda (aproximadamente 1715)  e Maria Francisca Fernandes da Silva (aproximadamente 1740); André Accioly de Vasconcelos (aproximadamente 1720)  e Maria Roza Félix (aproximadamente 1725)

Tetravós: portugueses Estevão Pereira de Lomba e Ângela de Sá Barbosa Barcelar (aproximadamente 1677); português Sargento-mor José Fernandes da Silva (aproximadamente 1704)  e Isabel Peixoto da Silva Távora (aproximadamente 1720);  

 

IMPORTANTE: Anna Tereza de Jesus e Maria Thereza de Jesus eram irmãs, sendo bisnetas dos patriarcas dos Peixoto Távora da Ribeira do Jaguaribe, o Sargento-mor Manuel Peixoto da Silva Távora – O Peixotão casado com Genoveva da Assunção Fonseca Ferreira [Paes Botão].

 

Sobre Porcina:

Segundo LIMA (2018): “Porcina era muito retacada, dedicada e vivia a cuidar dos afazeres domésticos e da vida da extensa prole. Dizem [...] que era muito dada a leitura; lia e escrevia muito. Foi provavelmente, quem despertou e incutiu nos filhos o valor da educação, da leitura e da escrita.” Podemos concluir que a ligação dos Barretos de Sobral, no Ceará, como os Barretos da Ribeira do Jaguaribe, em Jaguaribe, Ceará, se dá através de Marianna Augusta de Vasconcellos (que era tia trisavó de Sérgio Barreto), e mãe de Porcina Augusta Barreto.

Epaminondas Barreto, avô materno de Sérgio Barreto, sempre ia a Sobral. Quando criança, uma vez, perguntamos o motivo dessa viagem e então nos respondeu: “vou visitar o meu primo Joaquim Barreto.” Epaminondas era filho de Emília Alcina Barreto, neto de Afro Pereira Cabuty, que era irmão de Marianna Augusta de Vasconcellos.


Sobral/CE:

A cidade foi estabelecida por famílias que escapavam do conflito contra os holandeses no século dezessete. Em 1772, foi promovida a vila distinta e real de Sobral, e em 1841 recebeu o status de cidade. Desde 1871, Sobral se destacou como um importante centro abolicionista no Ceará. Quando a abolição da escravidão foi anunciada em 1888, não havia mais pessoas escravizadas na cidade, conforme relatado pela mídia da época.

Cerca de cinquenta anos atrás, a localidade se firmou como o principal centro comercial do norte do estado. Na segunda metade do século dezenove, o progresso de Sobral superou o da capital, Fortaleza, fazendo dela uma das mais relevantes cidades do Ceará, ao lado de Icó e Aracati.

Em 1919, Sobral, junto com a Ilha do Príncipe em São Tomé e Príncipe, foi o cenário de uma importante validação científica. A Expedição Britânica do Eclipse Solar, sob a liderança de Arthur Stanley Eddington, se dirigiu a esses locais para verificar, por meio do eclipse, como a luz é desviada ao alcançar a Terra. Com essa confirmação, Albert Einstein pôde validar sua Teoria da Relatividade. No dia do eclipse, a Ilha do Príncipe enfrentou péssimas condições climáticas, o que prejudicou a coleta de dados. O céu estava muito encoberto, resultando em apenas duas dentre várias imagens de estrelas. Em contraste, as condições em Sobral foram muito mais favoráveis, onde foram registradas sete imagens de qualidade do fenômeno.

Em celebração a esse evento, foi erguido um monumento na praça da Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio, que mais tarde se transformou em um museu conhecido como Museu do Eclipse, em homenagem à cidade e aos físicos e astrônomos que contribuíram para essa descoberta.

 


Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves




Referências bibliográficas:

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Entrevista com a pesquisadora genealógica autônoma Margareth Almeida

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No dia 25 de janeiro de 2026 entrevistamos a pesquisadora genealógica Margareth Almeida aqui no Blog GuardaChuva Educação.

Com atividade notória nas indexações de registros antigos no FamilySearch você poderá conhecer um pouco mais sobre a trajetória da pesquisadora Margareth.

Boa leitura!


1. Poderia falar um pouco mais sobre o seu trabalho nas pesquisas genealógicas autônomas, seus objetivos, futuros projetos, quais ramos familiares pesquisa e em quais regiões?

Meu trabalho de pesquisa genealógica consiste na leitura de livros paroquiais e diocesanos do estado do Ceará, com maior foco — embora não exclusivo — na região Noroeste do estado, especialmente no Vale do Acaraú. Também realizo a leitura de literaturas específicas sobre genealogia e sobre a história da região e de suas famílias, de autores diversos.

Vale registrar que nada disso teria valor sem o apoio de outros pesquisadores da região, que, ao longo dos anos, muito me agregaram com seus conhecimentos diversificados, sugestões, dicas, conselhos e contribuições a partir dos resultados de suas próprias pesquisas.

Atualmente, tenho como projeto a leitura e o cadastramento, na plataforma FamilySearch, de todos os registros de casamentos — e seus personagens — administrados pela paróquia de Santa Quitéria e que constam nos livros disponíveis para consulta. Encontro-me apenas na página 100 do primeiro livro. É um trabalho árduo, mas tenho certeza de que não somente eu, como também outros amigos pesquisadores, colherão os frutos desse esforço. É claro que seria maravilhoso ter parceiros nesse trabalho, mas o fato de não os ter não me impedirá de continuar.

Vejo a região como um grande bordado que, além de ainda estar sendo construído, necessita de constante restauro. Penso que esse bordado só poderá ser realizado por muitas mãos. Quero contribuir com alguns pontos, e é isso que meu trabalho representa: esta é a minha contribuição para todos. Não somente eu tirarei proveito desses registros, mas todos, pois a genealogia se faz assim: com todos e para todos.

Meu sonho utópico é que, por meio de trabalhos como o nosso, nós, pesquisadores de genealogia, possamos deixar para a região não apenas a minha ou a sua ancestralidade, mas que, um dia, isso possa ajudar — ainda que como um pequeno ponto nesse grande bordado — na valorização da cultura regional, auxiliando o povo a se reconhecer naquela terra, a amá-la um pouco mais, não a abandonando, mas valorizando ainda mais sua cultura.

 

2. No seu ponto de vista, como o Blog GuardaChuva Educação pode ajudar os leitores que têm família na região Nordeste do Brasil?

O Blog GuardaChuva Educação auxilia de forma significativa na proliferação e difusão de conteúdos e informações sobre personagens ancestrais e contemporâneos que fazem parte da história da região, seja pelo legado deixado durante sua existência terrena, seja por seus estudos e descobertas relacionadas a histórias, imagens, casos e lendas regionais, além da divulgação de todo esse material.

 

3. Como começou o seu interesse particular pela genealogia?

Meu interesse pela genealogia, como ocorre com a maioria das pessoas, surgiu de forma pessoal: um desejo de conhecer quem eram meus ancestrais, quem eram as pessoas que educaram aquelas que eu tanto amava, como, por exemplo, meus avós.

Tive a sorte de ter acesso às anotações de um caderno pertencente à prima em primeiro grau de minha avó Maria Fausta Ferreira, a prima Anízia Marques. Esse caderno continha muitos registros de nascimento, batismo, casamento e falecimento de familiares, além de informações de todo o distrito de onde meus pais são originários: o distrito de Macaraú, em Santa Quitéria. Em posse desse material, tudo começou.

 

4. Conte-nos um pouco mais sobre esses estudos genealógicos.

Debruçada sobre as anotações desse caderno, fiz grandes descobertas e criei diversas teses — algumas dignas de grande orgulho, outras nem tanto. Nesse momento, precisei refletir por um período se era realmente esse o caminho que desejava seguir. Tomei consciência de que trilhar essa jornada poderia trazer muitas alegrias, mas também descobertas que talvez não fossem motivo de orgulho, diante dos princípios e valores que hoje me regem. Optei, então, por pausar as pesquisas.

Alguns anos depois, a decisão de retomá-las foi tomada com a clareza de que se tratava de uma grande necessidade pessoal de conhecer minhas origens. Eu me percebia como água corrente de um rio, preferencialmente do rio Acaraú, e compreender minhas origens — a fonte dessas águas — era essencial para que eu pudesse, dali em diante dar o melhor de mim, entender meu propósito pessoal e comunitário de vida. Era necessária uma virada de chave naquele momento, e eu tinha a certeza de que a resposta estava em minhas origens.

Essa decisão foi tomada durante um período que chamo de o ano do “intensivão com Deus”. Naquele tempo, eu enfrentava o tratamento de um câncer de mama e, em meio às sessões de quimioterapia, com a imunidade abalada e dúvidas sobre a continuidade da existência terrena, muitas perguntas surgiram. Eu precisava buscar respostas, e esse foi o caminho que escolhi: a genealogia, a minha ancestralidade.

 

5. Você trabalha em parceria com outros parentes que se tornaram pesquisadores genealógicos? Quem são, onde moram e qual é o tamanho das suas árvores genealógicas paterna e materna, além do antepassado mais remoto já encontrado?

Quanto a parentes pesquisadores de genealogia, infelizmente não consegui estimular esse interesse entre os mais próximos. Contudo, quando estudamos uma região específica, acabamos descobrindo parentes pesquisadores ao longo dos anos — graças a Deus!

A parceria que mantenho com os parentes mais próximos ocorre por meio das inúmeras e constantes entrevistas em que todo encontro familiar se transforma. Todos colaboram prontamente, sem exceção, e adoram ver os resultados refletidos em nossa árvore genealógica.

Estamos presentes em cidades como Sobral, Ipu, Ipueiras, Santa Quitéria, Cariré, Varjota, Reriutaba, Hidrolândia, São Benedito e Fortaleza, além do Rio de Janeiro, tanto no interior quanto na capital, entre outras localidades. Somos das famílias Ferreira e Almeida, descendentes dos Marques da Costa, Marques de Sousa, Furtado de Mendonça, Paiva, Dias de Paiva, Marinho Fialho, Ferreira Chaves, Henrique Ferreira, Fausto da Costa, Ferreira da Cruz, Vasconcelos do Prado, Almeida, Vidal Rodrigues, Rodrigues do Nascimento, Rodrigues da Silva, Rodrigues Tavares, Cipriano, Ferreira de Almeida, Rodrigues Salles, Rodrigues Lopes, dos Prazeres, entre muitos outros — uma enorme gama de sobrenomes antigos da região.

Minha árvore genealógica atualmente se aproxima de 4.000 pessoas. O antepassado mais remoto encontrado na minha árvore materna, nascido no Ceará, é o Tenente-General João Marques da Costa (1705–1785), natural de Amontada. No lado paterno, ainda não tenho certeza quanto à nacionalidade de todos, mas destaco Bartholomeu de Paiva Dias (1756). Ainda há muito a ser pesquisado.

 

6. Teve algum mistério que conseguiu desvendar por meio da genealogia?

Mistérios, eu não diria, mas muitas surpresas surgiram, além de diversas teses. Quem sabe, um dia, essas teses deixem de ser apenas hipóteses e passem a ser confirmadas — ou refutadas. Seria ótimo.

 

7. Que conselhos você daria para aqueles que estão começando agora a pesquisar suas famílias?

Calma! Tudo tem seu tempo.
Você não fará o trabalho todo; você apenas faz parte dele.

Dê o máximo que puder. Você é uma peça importante não apenas para sua família, mas também para a história e a cultura da sua região. Esse, no mínimo, será o seu legado.

A genealogia é um trabalho que jamais se faz sozinho: todos dependem de todos. Exercite a comunhão no sentido mais amplo da palavra.

Não se deixe influenciar negativamente por possíveis descobertas. Lembre-se: tudo nesta vida passa.

 

8. E para alguém que já pesquisa há algum tempo, mas parece ter chegado a um beco sem saída?

Haverá dias em que você se sentirá exaurido — não desanime. Respeite seus limites e permita-se descansar. Ao retornar, tudo ganhará um novo olhar.

É também um bom momento para pensar em outras possibilidades de fontes: leia sobre a história da sua região e dos arredores. Elas podem trazer ótimos insights.

 


Entrevista feita por Eugênio Pacelly Alves